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White Hills - Dead from Thrill Jockey Records on Vimeo.
Escreveu Nuno Proença: "Ouvir a guitarra de Ricardo Rocha, a forma como parece vibrar apenas em sítios e de maneiras especiais, é seguirmos eufóricos por um caminho que podia ser enroladíssimo, e que de súbito se torna incrivelmente claro. Diz ele que a guitarra magoa. Não admira, quando se tem notas que podiam ser representadas por desenhos de cacos de vidro a pingar sangue. Talvez por isso sentimos que os golpes secos que dá nas cordas são tão planeados como o melhor tiro de prova olímpica. Há um esforço para transcender as limitações. Há uma excelente gestão de espaços e silêncios. Uma capacidade, que talvez nem ele próprio reconheça, de não soar repetitivo. Apetece morder aquelas cordas, e tentar desvendar o seu segredo". Está o texto completo aqui.
O Jornal de Letras publicou a sua lista de dez Melhores Álbuns Portugueses do Ano. Aqui da casa:
Mário Lopes entrevistou Ricardo Rocha. A conversa foi publicada dia 31 de Dezembro e acaba assim: “não há futuro nenhum” Destaques:
O Portugal Rebelde publicou a sua lista de Melhores discos Portugueses de 2009 com B Fachada em destaque. Aqui da casa:
Nuno Galopim elegeu os melhores discos de 2009. O disco nacional do ano foi o de B Fachada. Na lista cabem ainda Os Quais e Micro Audio Waves.
”Enquanto único repetente no top ten dos melhores discos nacionais do ano, B Fachada é, naturalmente, a figura que emerge de uma lista dominada pela edição independente”
A secção de cultura do Sapo fez a sua lista de
Escreve Nuno Catarino: “este é, talvez, o melhor disco de canções pop(ulares) em português gravado desde, hum, desde que Sérgio Godinho gravou Coincidências. Ou desde que Vitorino gravou Eu que me comovo por tudo e por nada. Ou desde que António Variações gravou Dar e Receber. Ou desde que José Cid editou o último best of. Perdoe-se o eventual exagero, fruto do excesso de audições consecutivas, na procura de uma explicação para o magnetismo deste disco”.
É hoje. Na mesma noite: Vasco Gato, Catarina Nunes de Almeida, Pedro Lamares, Sandra Filipe, Sónia Baptista, Marta Bernardes, Henrique Fernandes e Balla Prop. Para seguir no blog das Quintas de Leitura. E eis mais um lindo vídeo da Raquel:Rua da Inquietude from raquel castro on Vimeo.
Excelente recta final do ano para o Rodrigo, com crítica na Signal to Noise e outra na edição deste mês da ParisTransatlantic!
Denomina-se de Luminismo a técnica pictórica associada a um conjunto de pintores norte-americanos de finais do século XIX. Uma espécie de movimento apócrifo que descreve essencialmente características comuns observadas na arte paisagista de Martin Johnson Heade, Fitz Hugh Lane, Frederic Edwin Church ou Sanford Robinson Gifford. Une-os um delicado tratamento da luz, a exploração de atmosferas contemplativas conseguidas através de traços precisos e da eliminação das marcas de pinceladas, a sugestão de superfícies lisas e quase acetinadas – nas quais qualquer contraste assume uma dimensão espiritual – ou, ainda, a sedução por um mundo natural em que os fluxos se suspendem em ambiências capazes de, no limite, perturbar pela sua impessoalidade. Distingue-se na soma destas obras uma propriedade meditativa mas nem sempre pacífica, determinada por elementos refulgentes que simultaneamente coloram – e resistem a – representações da mais tranquila aparência.
Mário Lopes e o Método de B Fachada. Uma frase: "A música de B Fachada faz-se de uma lírica surpreendente. Ali descobrimos um contador de histórias desalinhado, um habilíssimo encenador de improváveis. Pega em personagens, lança-as ao mundo e, com inegável prazer, mostra-nos como as banalidades da vida podem ser bem mais ricas e complexas que a ficção. Não existe um subtexto moral que nos permita compreendê-las: existe a "incoerência" que Fachada vê todos os dias e que reconhece em toda a gente".