segunda-feira, 31 de maio de 2010

Rodrigo Amado no EXPRESSO

Com "Abstract Truth" e "Motion" nas lojas, e com concerto na ZDB sexta que vem, Rui Tentúgal faz um ponto de situação: (cliquem para aumentar)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Norberto Lobo Ao Vivo (arquivo)

Em boa hora nos relembrou o Vasco Alves que, há quase um ano, no londrino Cafe OTO, tinha gravado o concerto do Norberto. É o deslumbramento do costume:

Norberto Lobo from Vasco Alves on Vimeo.

Serge Gainsbourg "Poet and Provocateur"

Vídeo para 'Le Poinçonneur des Lilas", um dos temas desta antologia que inclui o álbum de estreia de Gainsbourg, EPs de BSOs de 1958 e o raríssimo EP "Juliette Greco Chante Gainsbourg".

Joyce e João Donato "Aquarius"


Corram a apanhá-lo

Tiago Guillul na BLITZ

Crítica a "V".

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tó Trips na ZDB

Em noite de Rock in Rio... nada como ir à ZDB assistir à estreia absoluta do duo Tó Trips e Luís Vicente. E não se imagina que dele não desponte o mais intenso perfume a fronteira. Porque se o cenário começa por "Guitarra 66", atenção que se anunciam inesperadas mudanças de paisagem.

Richard Galliano na TIME OUT


Feromona no PÚBLICO


Feromona "Desoliúde"

Isto podia vir crivadinho de citações do Heidegger sobre a autenticidade e inautenticidade do dasein. Podia vir e não vem. Reparem na subtileza do “e”... Qualquer selvagem tosco escreveria “mas” – e lá era mais um a cair de borco no lameiro do que não é. Raio de mania, a dos pares de opostos – quando não há opostos. Nem pares. E isto agora podia vir crivadinho de citações do Lacan, aspas, itálicos e notas de rodapé. Podia vir e não vem.

Podia vir – e para quê? Alicerces de uma esperteza estrangeira para os prédios de Alfama, com barriga e sem? Aqui, aqui ainda cresce o cabelo à santinha de Arcozelo. Argumente-se, pois, sem muletas; argumente-se miraculado: há muito manco que gosta de jogar à bola. O que vem, o que aí vem, não traz muletas. Traz uma mão-cheia de rebuçados e uma máquina de sulfatar com estricnina. E não manqueja.

O que vem, o que vem aí, são formas físicas visíveis por debaixo da roupa – e sem interiores, com sombras húmidas e despudoradas. Pouca vergonha, felizmente. Quem já ouviu, diz que é uma espécie de festa debochada no Posto de Comando das Forças Armadas – ou três indivíduos de gabardine nas cercanias de um parque infantil. Ou de um centro de dia. E isto é bom. É justo e é bom.

O que aí vem, pois que vem, é Feromona. Da boa. Caseira! Com cheiro a corpo, ao cheiro que o corpo deixa aqui e ali, à procura. Estranhamente, ou não, cheira também a uma outra qualquer coisa intemporal e recorrente, como lanches de pão com manteiga e leite com chocolate. Resulta. Já os antigos diziam que era a feromona que trazia isto tudo entregue aos bichos. E agora a Feromona é a seta grande e bem desenhada que, num moderno powerpoint, nos mostra a parede em que esbarramos. Os bichos riem, nós esfacelamos a testa e juramos pelas alminhas que sim, que vemos o sangue a pingar-nos do sobrolho, que está ali a parede e batemos nela, por destino ou desforço. Manhosa como só ela, a Feromona, ao segundo clique, é também a segunda seta, grande e bem desenhada, que aponta para a legenda “É cartão, ó estúpido!”. Nem tão pouco tabique; é mesmo só cartão. É brincar aos filmes de isto ser como nos filmes.

O que vem aí, e vem mesmo, são três fulanos a levantar as saias à verdade e a fazer canções que contam o que lá está. Depois de “Uma Vida a Direito”, a Feromona como que pegou n’O Verbo Escuro, de Pascoaes, (sim, este pretende ser o texto mais pretensioso alguma vez escrito sobre um disco) e compenetrou-se de que “A natureza abomina a linha recta.” Quem já ouviu, diz que é como uma maçã Bravo de Esmolfe, só que de enxerto novo; tem sumo e arranha a garganta – ou um UMM kitado, desabrido Vasco da Gama afora. E isto é bom. É justo e é bom.

É que o que vem, que está mesmo aí a chegar, é o segundo álbum da Feromona, amadurecido em cascos de calvário - voluntarista, claro; dois anos a tocar o bem sem olhar a quem – e marcha que é uma beleza. Quem já ouviu diz que é mesmo assim: o que aí vem é um disco que nos arranca aquele meio-riso nervoso de quem percebe ‘qu’isto é muita bom’ quando já era essa a expectativa. Não há surpresa maior que a de confirmarmos que até cidadãos ordinários como vocês, podem, esparsamente, ter razão. Ela quer, o homem sua, a Feromona nasce – e é uma sorte do caraças que ela venha engarrafada em rodelas de plástico, a preço módico, que se podem ouvir naqueles lasers pequeninos que não dão para operações à próstata. E vem aí. Chega antes do TGV.

Paulo Lopes Graça

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tó Trips no Q

Amanhã, pelas 21h45, o Tó estará à conversa no Mapa, do canal Q

B Fachada na SÁBADO.PT

B Fachada pelo Algarve

Lagos e Portimão recebem B Fachada. Hoje, no Centro Cultural de Lagos, pelas 21h30. Amanhã no Teatro Municipal de Portimão, pelas 22h00.