Tiago Miranda, fotógrafo do EXPRESSO, acompanhou o Tiago durante mais de um ano. No suplemento Actual de amanhã revela parte daquilo que captou. Seguindo este link acede-se à fotogaleria montada para o site do jornal.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Tiago Guillul no EXPRESSO
Tiago Miranda, fotógrafo do EXPRESSO, acompanhou o Tiago durante mais de um ano. No suplemento Actual de amanhã revela parte daquilo que captou. Seguindo este link acede-se à fotogaleria montada para o site do jornal.
Tiago Guillul "V" em Pré-Venda
Atenção! Edição LP+CD limitada a 333 unidades! Pré-Venda exclusiva na Fnac. Sigam o link para procederem à encomenda.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
B Fachada n'A ÚLTIMA CEIA
B Fachada cantou 'Os Discos do Sérgio Godinho', uma das novas canções do EP "Há Festa na Moradia", a sair em finais de Junho.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Ricardo, Norberto e Tó
No seu site, Rui Eduardo Paes escreveu sobre as nossas edições.
Alguns destaques:
“O mesmo amor que Carlos Paredes tinha pelas peças para cravo de Carlos Seixas transparece no primeiro CD de "Luminismo", mas é inútil procurarmos outros padrões alusivos: simplesmente, não existem. Ricardo Rocha está a construir algo do quase zero”
“O que lhe ouvimos na guitarra é deslumbrante, sendo Norberto Lobo capaz, por exemplo, de desenvolver em paralelo três linhas discursivas, sem sobregravações (só num tema é acompanhado por Luís Martins), mas o que mais agrada é o seu virtuosismo estar ao serviço da música e não de manifestações egotistas. Em relação ao anterior "Mudar de Bina", este é claramente um disco de consagração pessoal e de solidificação de um projecto”
“Tó Trips é outro caso sério da presente música guitarrística nacional. Intervalo acústico na habitual produção do dedilhador que já pertenceu a grupos do rock alternativo como Santa Maria Gasolina em Teu Ventre e Lulu Blind, fica especialmente evidenciado o seu gosto pela matriz "bluesy", surpreendendo-nos um intimismo que lhe desconhecíamos”
Alguns destaques:
“O mesmo amor que Carlos Paredes tinha pelas peças para cravo de Carlos Seixas transparece no primeiro CD de "Luminismo", mas é inútil procurarmos outros padrões alusivos: simplesmente, não existem. Ricardo Rocha está a construir algo do quase zero”
“O que lhe ouvimos na guitarra é deslumbrante, sendo Norberto Lobo capaz, por exemplo, de desenvolver em paralelo três linhas discursivas, sem sobregravações (só num tema é acompanhado por Luís Martins), mas o que mais agrada é o seu virtuosismo estar ao serviço da música e não de manifestações egotistas. Em relação ao anterior "Mudar de Bina", este é claramente um disco de consagração pessoal e de solidificação de um projecto”
“Tó Trips é outro caso sério da presente música guitarrística nacional. Intervalo acústico na habitual produção do dedilhador que já pertenceu a grupos do rock alternativo como Santa Maria Gasolina em Teu Ventre e Lulu Blind, fica especialmente evidenciado o seu gosto pela matriz "bluesy", surpreendendo-nos um intimismo que lhe desconhecíamos”
segunda-feira, 12 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Marc Copland no EXPRESSO
Raul Vaz Bernardo escreveu sobre o exemplar "Alone":"A verdade deve ser dita sem hesitações: Marc Copland é um dos génios do piano jazz. Sem a projecção de Keith Jarrett ou Brad Mehldau, pouco conhecido nos EUA mas muito considerado na Europa, Copland tem apresentado uma série de obras de um nível absolutamente altíssimo na germânica Pirouet. Este seu terceiro CD a solo (todos em editoras europeias) é uma obra que confirma a sua enorme arte. À partida, para mim, Copland tem uma enorme virtude: não começou a tocar piano em criança e não frequentou conservatórios, fez a sua aprendizagem do instrumento quando descobriu, na década de 70, que muita da música que concebia, não se enquadrava no saxofone que então praticava. Depois, foram anos a aperfeiçoar-se ao piano. Daqui, julgo eu, nasceu uma abordagem do instrumento que não valoriza o virtuosismo ou a velocidade, procura antes uma busca profunda no interior de cada canção. O seu estilo legato, com um trabalho notável dos pedais, vai ao âmago das canções, como poucos pianistas conseguem. Veja-se o caso das três canções de Joni Mitchell que surgem no CD. Herbie Hancock também dedicou um CD à música dela e até ganhou um Grammy, mas nada do que fez se compara à beleza de I Don't Know Where I Stand, Rainy Night House e Michael From Mountains, aqui apresentados. Mas há muitos mais momentos de beleza neste "Alone", da extraordinária versão da peça de Mal Waldron, Soul Eyes, passando por Fall de Wayne Shorter, e por um standard com uma leitura insólita, I Should Care, até ao blues Blackboard. Sem dúvida, piano jazz a solo do outro mundo, sem máscaras algumas".
Trecho de ‘Rainy Night House’ de Joni Mitchell .
Trecho de ‘Soul Eyes’ de Mal Waldron .
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Norberto Lobo toca "Jaime"
Sexta-Feira, 9 de Abril, no São Jorge, concerto do Norberto logo após a exibição do absolutamente espantoso e inesquecível "Jaime", de António Reis, documentário em torno dos desenhos de Jaime Fernandes, paciente do Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda. Muita informação sobre os filmes de António Reis e Margarida Cordeiro aqui.
Richard Galliano "Paris Concert"
Já nas lojas o último disco de Richard Galliano, a solo, consagrado a um eclético repertório que passa por Erik Satie, Monk ou Gainsbourg. Nem hesitem! Clickem aqui para o ouvir.
Enrico Pieranunzi "Wandering"
Já nas lojas o último CD de um dos nossos pianistas preferidos, a solo, naquele ponto suspenso entre o mais sólido de McCoy Tyner e o mais vaporoso de Bill Evans. Clickem aqui para o ouvir integralmente.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Diabo na Cruz no PÚBLICO
sexta-feira, 26 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Tiago Guillul 'São Sete Voltas P'rá Muralha Cair'
Primeiro vídeo e canção do novo álbum do Tiago, a sair entre feriados, do 25 de Abril ao 1º de Maio
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Chicago Underground Duo no PÚBLICO
Rodrigo Amado escreveu sobre "Boca Negra"
Ouçam ‘Spy on the Floor’
Ouçam ‘Spy on the Floor’
terça-feira, 2 de março de 2010
Diabo na Cruz no i
O i foi para a estrada com Diabo na Cruz!
Uma frase: «Cruz já cá anda há muito tempo para cair em entusiasmos excessivos, mas nem ele conseguiu conter a admiração quando duas fãs exibiram um cartaz que dizia: "Ai é(s) tão lindo", o título de uma das músicas da banda. Está um calor insuportável, e à segunda música, baterista e baixista já estão em tronco nú. Fachada pede desculpa por tocar em Guimarães com uma guitarra tradicional de Braga. Correu-lhe bem: ouviu apenas um "tá calado!"».
Uma frase: «Cruz já cá anda há muito tempo para cair em entusiasmos excessivos, mas nem ele conseguiu conter a admiração quando duas fãs exibiram um cartaz que dizia: "Ai é(s) tão lindo", o título de uma das músicas da banda. Está um calor insuportável, e à segunda música, baterista e baixista já estão em tronco nú. Fachada pede desculpa por tocar em Guimarães com uma guitarra tradicional de Braga. Correu-lhe bem: ouviu apenas um "tá calado!"».
Relembrando a Agenda
03 Mar
Diabo na Cruz (Lisboa - São Jorge)
4 Mar
Lula Pena (Lisboa - Museu do Chiado)
5 Mar
Norberto Lobo (Lisboa - Culturgest)
Diabo na Cruz (Porto - Passos Manuel)
6 Mar
Norberto Lobo (Lisboa - Culturgest)
B Fachada (Espinho - Festival EP)
Diabo na Cruz (Lisboa - São Jorge)
4 Mar
Lula Pena (Lisboa - Museu do Chiado)
5 Mar
Norberto Lobo (Lisboa - Culturgest)
Diabo na Cruz (Porto - Passos Manuel)
6 Mar
Norberto Lobo (Lisboa - Culturgest)
B Fachada (Espinho - Festival EP)
domingo, 28 de fevereiro de 2010
João Gilberto 'Rosa Morena' + 'Chega de Saudade' (ao vivo)
Uma das canções de "Chega de Saudade", ao vivo, mais de trinta anos depois
A reedição do LP (já disponível nas lojas Fnac) tem o seguinte alinhamento:
Chega de Saudade
Lobo Bobo
Brigas Nunca Mais
Hô-Bá-Lá-Lá
Saudade Fez Um Samba
Maria Ninguém
Desafinado
Rosa Morena
Morena Boca de Ouro
Bim Bom
Aos Pés da Cruz
É Luxo Só
Bónus:
João Gilberto - A Felicidade
João Gilberto - Manhã de Carnaval
João Gilberto - O Nosso Amor
Elizete Cardoso - Chega de Saudade
Os Cariocas - Chega de Saudade
Alaíde Costa - Lobo Bobo
Bola Sete - Maria Ninguém
Norma Bengell - Hô-Bá-Lá-Lá
Bene Nunes - Hô-Bá-Lá-Lá
Bola Sete - Minha Saudade
Alaíde Costa - Minha Saudade
Joao Donato - Minha Saudade
E não, o João Gilberto não manda sempre calar a plateia:
A reedição do LP (já disponível nas lojas Fnac) tem o seguinte alinhamento:
Chega de Saudade
Lobo Bobo
Brigas Nunca Mais
Hô-Bá-Lá-Lá
Saudade Fez Um Samba
Maria Ninguém
Desafinado
Rosa Morena
Morena Boca de Ouro
Bim Bom
Aos Pés da Cruz
É Luxo Só
Bónus:
João Gilberto - A Felicidade
João Gilberto - Manhã de Carnaval
João Gilberto - O Nosso Amor
Elizete Cardoso - Chega de Saudade
Os Cariocas - Chega de Saudade
Alaíde Costa - Lobo Bobo
Bola Sete - Maria Ninguém
Norma Bengell - Hô-Bá-Lá-Lá
Bene Nunes - Hô-Bá-Lá-Lá
Bola Sete - Minha Saudade
Alaíde Costa - Minha Saudade
Joao Donato - Minha Saudade
E não, o João Gilberto não manda sempre calar a plateia:
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Fiery Furnaces 'Even in the Rain'
É para seguir à letra e ir sexta-feira à noite ao Santiago Alquimista
The Fiery Furnaces - Even in the Rain from Thrill Jockey Records on Vimeo.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Agenda
25 Fev
Tigrala (Lisboa - Museu do Chiado)
B Fachada (Porto - Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre)
26 Fev
Fiery Furnaces (Lisboa - Santiago Alquimista)
Tó Trips (Portimão - TEMPO)
27 Fev
Os Golpes (Porto - Pitch Club)
03 Mar
Diabo na Cruz (Lisboa - São Jorge)
4 Mar
Lula Pena (Lisboa - Museu do Chiado)
5 Mar
Norberto Lobo (Lisboa - Culturgest)
Diabo na Cruz (Porto - Passos Manuel)
6 Mar
Norberto Lobo (Lisboa - Culturgest)
B Fachada (Espinho - Festival EP)
Tigrala (Lisboa - Museu do Chiado)
B Fachada (Porto - Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre)
26 Fev
Fiery Furnaces (Lisboa - Santiago Alquimista)
Tó Trips (Portimão - TEMPO)
27 Fev
Os Golpes (Porto - Pitch Club)
03 Mar
Diabo na Cruz (Lisboa - São Jorge)
4 Mar
Lula Pena (Lisboa - Museu do Chiado)
5 Mar
Norberto Lobo (Lisboa - Culturgest)
Diabo na Cruz (Porto - Passos Manuel)
6 Mar
Norberto Lobo (Lisboa - Culturgest)
B Fachada (Espinho - Festival EP)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Fiery Furnaces no EXPRESSO
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
B Fachada no CORREIO DA MANHÃ II
Escreve João Miguel Tavares:“O estado de espírito do país já viu melhores dias, mas convém continuar de algum modo a gostar da pátria, que é a única que temos. Portanto, desviemos os olhos da política e olhemos para a música, onde há rapazes a produzir grandes canções em português. Entre eles, B Fachada, que lançou um disco imperdível. Na hora do Telejornal, baixe o som e ponha a rodar ‘Estar à Espera ou Procurar’. Vale a pena”.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Fiery Furnaces no BODYSPACE
Escreve Nuno Leal, antevendo o concerto que aí vem:“Este regresso à descomplexidade é brindado com muitos temas inesquecíveis como “Drive to Dallas”, “The End is Near”, “Even the Rain”, "Lost in the Sea”, pérolas de um presente bem recente que muitos de nós poderão presentear pela 1ª vez em Portugal, daqui a uns bons dias no Santiago Alquimista”!
The Fiery Furnaces - Charmaine Champagne from Thrill Jockey Records on Vimeo.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Ennio Morricone "Quentin Tarantino Movies" no EXPRESSO
João Lisboa deu 5 estrelas: ““Quando começo a pensar numa ideia para um filme, uma das primeiras coisas que faço é atirar-me à minha colecção de discos. É aí que procuro descobrir a personalidade e o espírito do filme”, confessou, uma vez, Quentin Tarantino. E, para quem lhe conheça bem a obra, nem tal seria necessário de tal modo toda ela transpira musicalidade (e erudição musical pop), na estrutura formal, no ritmo dos diálogos, nas inúmeras piscadelas de olho para connoisseurs, e, evidentemente, nas bandas sonoras. É nestas, em particular, que o intrincado jogo de referências recontextualizadas de Tarantino se glorifica, numa permanente pilhagem da memória popular e da própria história da film music. Alvo especialmente frequente desse saque foram as partituras de Ennio Morricone para os inúmeros western spaghetti (mas não só) em que colaborou – não será mesmo exagero afirmar que o díptico Kill Bill era uma comovida vénia perante o género. Faz, pois, todo o sentido que se torne, agora, possível identificar, uma por uma, peças e filmes-mãe das genialíssimas músicas de Morricone tarantinizadas em Inglourious Basterds, Kill Bill Vol. 2 e Death Proof”.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Jack Rose "Luck in the Valley"
Chegou o último álbum de Jack Rose. Ouçam ‘Woodpiles on the Side of the Road’.
Mountains no BODYSPACE
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
B Fachada "Kit de Prestidigitação" e "Responso para Maridos Transviados" (Ao vivo)
Mais dois temas da apresentação no Auditório do Montepio (14 de Janeiro).
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Ricardo Rocha na RÁDIO EUROPA
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Novas da Thrill Jockey
MP3 gratuitos de novidades aí a chegar:
Pit er Pat “Water”
White Hills “Dead”
Robert A.A. Lowe & Rose Lazar “Fantomoj de la Vitro Domo”
Chicago Underground Duo “Spy on the Floor”
Pontiak “World Wide Price”
Vídeo dos White Hills
Pit er Pat “Water”
White Hills “Dead”
Robert A.A. Lowe & Rose Lazar “Fantomoj de la Vitro Domo”
Chicago Underground Duo “Spy on the Floor”
Pontiak “World Wide Price”
Vídeo dos White Hills
White Hills - Dead from Thrill Jockey Records on Vimeo.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Ricardo Rocha no BODYSPACE
Escreveu Nuno Proença: "Ouvir a guitarra de Ricardo Rocha, a forma como parece vibrar apenas em sítios e de maneiras especiais, é seguirmos eufóricos por um caminho que podia ser enroladíssimo, e que de súbito se torna incrivelmente claro. Diz ele que a guitarra magoa. Não admira, quando se tem notas que podiam ser representadas por desenhos de cacos de vidro a pingar sangue. Talvez por isso sentimos que os golpes secos que dá nas cordas são tão planeados como o melhor tiro de prova olímpica. Há um esforço para transcender as limitações. Há uma excelente gestão de espaços e silêncios. Uma capacidade, que talvez nem ele próprio reconheça, de não soar repetitivo. Apetece morder aquelas cordas, e tentar desvendar o seu segredo". Está o texto completo aqui.terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Ricardo Rocha no ÍPSILON (II)
Mário Lopes escreveu sobre “Luminismo”:
“No disco, ouve-se-lhe a respiração acompanhando o trinado da guitarra. Claro que é uma luta o que por ali vai, mas só o afirmamos porque sabemos da relação conturbada de Ricardo Rocha com o instrumento que o escolheu e do qual não pode agora escapar. Porque o que nos chega, quando o ouvimos, não é uma luta. É aquele som único a desenvolver-se corpo sem se metamorfosear numa outra coisa.
Ricardo Rocha sempre fez questão de afirmar que não é nem poderia ser seguidor de Carlos Paredes porque Paredes iniciou e fechou uma linguagem (a sua, inimitável). Digamos então que Ricardo Rocha, depois de "Voluptuária", e, agora, com este surpreendente "Luminismo" (à guitarra, no CD1, sucedem-se peças para piano, no CD2, com homenagens ao compositor russo Alexander Skrajbin, de um romantismo etéreo, e perturbantes composições serialistas, ambas interpretadas pela austríaca Ingeborg Baldaszti), deixa também inscrita a sua marca na história do instrumento.
O que se ouve em "Luminismo" não é fado. Sendo-o, só o será no sentido em que a guitarra, por mais que tente, não consegue escapar-lhe - é destino inscrito no código genético. Quanto ao mais, Ricardo Rocha transborda: nas dinâmicas conturbadas de "Abismo satânico", no lirismo torrencial da versão de "Dança das sombras", de Pedro Caldeira Cabral, ou na força cava, profunda, que emerge da imensa "Porto Santo", de Carlos Paredes.
Obra incomum pela forma como se apresenta, fiel ao destino da guitarra sem jurar fidelidade ao seu fatalismo, sem ambições de modernização e sem subjugação ao tradicionalismo, "Luminismo" é música inspirada, a música de um percurso único - e da guitarra em que essa música se exprime”.
“No disco, ouve-se-lhe a respiração acompanhando o trinado da guitarra. Claro que é uma luta o que por ali vai, mas só o afirmamos porque sabemos da relação conturbada de Ricardo Rocha com o instrumento que o escolheu e do qual não pode agora escapar. Porque o que nos chega, quando o ouvimos, não é uma luta. É aquele som único a desenvolver-se corpo sem se metamorfosear numa outra coisa.
Ricardo Rocha sempre fez questão de afirmar que não é nem poderia ser seguidor de Carlos Paredes porque Paredes iniciou e fechou uma linguagem (a sua, inimitável). Digamos então que Ricardo Rocha, depois de "Voluptuária", e, agora, com este surpreendente "Luminismo" (à guitarra, no CD1, sucedem-se peças para piano, no CD2, com homenagens ao compositor russo Alexander Skrajbin, de um romantismo etéreo, e perturbantes composições serialistas, ambas interpretadas pela austríaca Ingeborg Baldaszti), deixa também inscrita a sua marca na história do instrumento.
O que se ouve em "Luminismo" não é fado. Sendo-o, só o será no sentido em que a guitarra, por mais que tente, não consegue escapar-lhe - é destino inscrito no código genético. Quanto ao mais, Ricardo Rocha transborda: nas dinâmicas conturbadas de "Abismo satânico", no lirismo torrencial da versão de "Dança das sombras", de Pedro Caldeira Cabral, ou na força cava, profunda, que emerge da imensa "Porto Santo", de Carlos Paredes.
Obra incomum pela forma como se apresenta, fiel ao destino da guitarra sem jurar fidelidade ao seu fatalismo, sem ambições de modernização e sem subjugação ao tradicionalismo, "Luminismo" é música inspirada, a música de um percurso único - e da guitarra em que essa música se exprime”.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Melhores do Ano n'A-TROMPA
A Trompa publicou uma versão hiper-realista de Melhores do Ano. Extensível até aos 150 títulos, inclui todos os discos de artistas nacionais que no ano passado colocámos no mercado. Por curiosidade, eis as suas posições:
002 Norberto Lobo “Pata Lenta”
008 Diabo na Cruz “Virou!”
012 Micro Audio Waves “Zoetrope”
013 Ricardo Rocha “Luminismo”
020 B Fachada “Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado”
022 Rodrigo Amado “The Abstract Truth”
024 João Lencastre “B-Sides”
041 Tó Trips “Guitarra 66”
044 Smix Smox Smux “Eles São os Smix Smox Smux”
050 João Coração “Muda que Muda”
051 B Fachada “B Fachada”
053 Os Golpes “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”
059 Os Quais “Meio Disco”
002 Norberto Lobo “Pata Lenta”
008 Diabo na Cruz “Virou!”
012 Micro Audio Waves “Zoetrope”
013 Ricardo Rocha “Luminismo”
020 B Fachada “Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado”
022 Rodrigo Amado “The Abstract Truth”
024 João Lencastre “B-Sides”
041 Tó Trips “Guitarra 66”
044 Smix Smox Smux “Eles São os Smix Smox Smux”
050 João Coração “Muda que Muda”
051 B Fachada “B Fachada”
053 Os Golpes “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”
059 Os Quais “Meio Disco”
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