Miguel Arsénio conclui que “nada impede os Barn Owl de se transformarem num caso sério assim que aprenderem a dominar o buraco negro”. Ouçam o tema ‘Ancestral Star’.
CD e LP já à venda na Flur e na Louie Louie (Lisboa).
Miguel Arsénio conclui que “nada impede os Barn Owl de se transformarem num caso sério assim que aprenderem a dominar o buraco negro”. 
Ricardo Rocha, com "Luminismo", é o vencedor da edição de 2010 do Prémio Carlos Paredes. Aqui está o anúncio oficial da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira: "O júri do Prémio Carlos Paredes, organizado pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, decidiu distinguir, na edição 2010, o disco “Luminismo” de Ricardo Rocha. A cerimónia de entrega do Prémio está agendada para 29 de Outubro, 19h, no auditório do Museu do Neo–Realismo, em Vila Franca de Xira. De referir que esta iniciativa procura homenagear um dos maiores criadores e intérpretes musicais portugueses do século XX, reforçar a identidade cultural, assim como incentivar a criação e a difusão de música de qualidade, não erudita, de raiz popular portuguesa e executada por músicos nacionais".
Na Guitarra Portuguesa, Ricardo Rocha é um dos expoentes da sua geração. Gravou e tocou com Carlos do Carmo, Maria Ana Bobone, Camané, Vitorino ou Sérgio Godinho e surgiu, mais recentemente, em “Fado”, a estreia de Carminho. Mas a solo procura distanciar-se do contexto único em que a Guitarra Portuguesa se distingue, cruzando elementos do romantismo tardio, do impressionismo e do serialismo, e reivindicando como essencial para a renovação e futuro do instrumento o desenvolvimento de um repertório próprio e extrínseco ao fado.
Davide Pinheiro, no Disco Digital, conclui que “na música de Marcos Valle, a praia continua a ser uma imagem de referências mas nestas canções já não se ouve o gelo ao fundo do copo. Acabaram-se as bandas sonoras para caipirinhas o que não quer dizer que não as possamos beber. «Estática» não é electricidade mas dá choque” .
Marcos Valle é o máximo e um dos artistas mais ouvidos no nosso escritório. Muito em virtude daquilo que gravou entre finais de 60 e inícios de 80 - no popularudo "Mustang Côr de Sangue", no clássico homónimo de 70 que abre com 'Quarentão Simpático, na obra-prima "Garra", no psico-folquie "Vento Sul", no inesquecível "Previsão do Tempo", nas perfeitas miniaturas do álbum honónimo de 74 em que cantou 'Meu Herói' - mas também pelas suas bandas-sonoras para filmes, novelas e para a "Vila Sésamo", tornou-se o paradigma daquela forma quintessencialmente carioca de ver o mundo que concilia a mais dramática atenção aos (e compreensão pelos) impulsos e necessidades básicas do ser humano com um conjunto de recursos estílisticos de relaxação plástica que em qualquer outro lugar do mundo pareceriam artificiais.
Em exclusivo nas lojas Fnac, uma excelente compilação de raridades em torno de uma das maiores revoluções de sempre na estilística da guitarra. Apropriadamente, está quase ao preço da chuva. Aproveitem porque esgotará em breve!




CD1
Por iniciativa da ZBD, juntam-se Sábado às 21h00 na Sociedade de Geografia de Lisboa. Imperdível. Informação suplementar aqui.

Escreve Nuno Galopim: “Estão por aqui novamente as genéticas de tradições da música popular portuguesa bem como uma capacidade já reconhecida no contar de histórias onde não falta o humor, a luz e carga festiva que muitos associam ao verão caminhando também entre entre nova mão cheia de magníficas canções”.