segunda-feira, 4 de abril de 2011

B Fachada no TEATRO MARIA MATOS (fotos)

Algumas fotos do concerto de ontem. São do Luis Martins.

B Fachada no METRO

Com o ritmo de edição de discos, acaba por se falar muito de B Fachada. Uns bem, outros mal. Tem por hábito procurar aquilo que as pessoas dizem da sua música?
Eu encaro tudo com muita leveza. No fundo, o meu assunto não é acerca de me impor a mim mesmo. Não sou nem seguro nem inseguro, encaro o que faço como se tivesse sido sempre mau e piroso (risos). O sentido crítico e de auto-ironia está sempre muito presente, portanto, no fundo, consigo sempre divertir-me com o que as pessoas dizem: seja de bom, seja de mau. Acho divertidas as pessoas que acham que estou a dizer verdades nas canções; mas acho cómico as pessoas que perdem tempo a dizer que não gostam daquilo que eu faço e a arranjar razões para isso, a comentar isso e a ficar chateados com as pessoas que gostam. Ambos os extremos são divertidos! Não procuro o que dizem, mas há sempre alguém que encontra.

Ainda assim leva a sua música muito a sua música muito a sério?
Eu levo a minha profissão muito a sério, o que não quer dizer que levo a minha música muito a sério. Levo a sério o meu papel de fazer canções, os discos, mas ao mesmo tempo tenho uma noção – talvez em demasia –de que as canções são feitas para morrer e que o meu trabalho é de passagem. O trabalho na cultura popular tem que ser sempre um trabalho de passagem, de agarrar no que existe, gostar, destruir, e a seguir ser destruído pelo próximo. Essa noção está sempre presente apesar de levar o meu trabalho tão a sério como um padeiro. Mas o padeiro também não se apaixona por todas as carcaças que faz todos os dias. Uma coisa é levar a sério o papel de fazer pão, outra é ficar ofendido por pessoas que não comem o pão..

Aquaparque no EXPRESSO

Escreveu João Lisboa que os Aquaparque “(…) manipulam, desfiguram, realinham e fragmentam abstrações digitais, enovelam melodias, perplexidades e distorção, e, um pouco à maneira rigorosamente caótica de uns Animal Collective, inventam um privado e luminoso labirinto sonoro onde já começa a ser perigosamente apetecível perder-se.”.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ricardo Rocha no EXPRESSO (escolhas)

Nas vésperas do seu concerto no Teatro Maria Matos, Ricardo Rocha elaborou uma lista de audições preferidas para o Expresso.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Ricardo Rocha na TIME OUT

Só aceitei fazer isto porque a editora me chateou para tocar, uma vez que não fiz lançamento do disco. Já tinha feito uma vez, quando foi o Voluptuária, e essas coisas são sempre deprimentes. Mas eles disseram-me: “Tens de fazer alguma coisa porque o disco já saiu há não sei quanto tempo e nunca se fez nada.” Então aceitei fazer numa espécie de dívida de gratidão por eles terem editado o álbum.

Vais tocar apenas os temas do Luminismo?
O que se vai passar é simples – quer dizer, para mim não é simples. Decidi, pela primeira vez, tocar todas as minhas peças. Nunca fiz isso. Normalmente tocava uma maioria de peças minhas e depois, no máximo, três do Pedro Caldeira Cabral e três do Carlos Paredes. Desta vez, para mal dos meus pecados, excluí as peças do Pedro e do Paredes e vou tocar só as minhas, o que engloba este disco e o outro também. E mesmo assim ainda sobram algumas peças que não vou poder fazer – não há dinheiro – porque são para guitarra e cravo, guitarra e violino. Portanto vai ser um verdadeiro tormento, um verdadeiro pesadelo para mim. E provavelmente vai correr mal, mas também já estou habituado.

Imagina que corria muito bem.
Não corre. Mas está bem, e depois?

Sim, e depois? O que se seguia?
E depois nada, isto é uma anedota completa. A última vez que fiz isto foi para aí há dois anos no CCB. Depois torna-se ridículo porque a preparação é extremamente dolorosa, é levantar reportório quase do zero. Não compensa financeira nem psicologicamente estar a fazer isto uma vez por ano.

Paraste mesmo de compor?
Sim, nunca mais compus, nos últimos três anos não fiz mais nada. Mas também já fiz imensas peças. Agora não tenho nada para desenvolver nem para fazer. A sensação que tenho é que a recta final já chegou.

Vês este concerto como o último?
Acho que sim. E espero que sim. Só uma pessoa muito inconsciente ou muito burra é que pode achar ou pensar que existe um futuro brilhante numa espécie de carreira de concerto. Não há. Não existe e nunca existiu.

Há algum compositor que te aliciaria se te convidasse a trabalhar com ele?
Deus queira que nunca me aconteça, mas se acontecer eu recuso. [Pausa] O Pedro Amaral, que é o compositor português de que mais gosto. Do pouco que ouvi fiquei com a sensação que é um compositor fantástico, e normalmente não me engano. Mas isso é uma coisa, outra é compor para um instrumento que não se conhece.

O que diz o teu avô [o guitarrista Fontes Rocha] da tua música?
Ele gosta muito das peças do Pedro Caldeira Cabral. Da minha música nunca me disse nada.

Nunca procuraste saber a opinião dele?
Não, nunca procuro saber a opinião de ninguém acerca do que faço. Tento evitar.
Gonçalo Frota

terça-feira, 22 de março de 2011

Ricardo Rocha no Teatro Maria Matos (29 de Março)

Ricardo Rocha apresentar-se-á no Teatro Maria Matos no próximo dia 29 de Março (Terça-Feira), pelas 22h00, naquele que será o seu primeiro concerto a solo em Lisboa desde 11 de Julho de 2008.

Há, como sempre com o Ricardo, a hipótese de ser o último. Talvez por isso, contrariando uma agenda que em disco incluiu Carlos Paredes ou Pedro Caldeira Cabral, se vá exclusivamente concentrar nas suas composições e arriscar um integral – 16 peças* - da sua obra para guitarra portuguesa enquanto instrumento solista.

Será, também por isso, imperdível. Mas, mais do que pela singularidade da apresentação, tornar-se-á fundamental por garantir o testemunho de algo ainda mais raro: a batalha contra a involução.

Uma batalha que, resumidamente, nasce do desejo do Ricardo – para todos os efeitos, enquanto acompanhante de Carlos do Carmo ou colaborador, em disco, de Carminho ou Cuca Roseta, um seu agente – em remover o fado de um instrumento que durante mais de um século quase só no fado ganhou expressão.

Há aqui, claro, um enorme paradoxo. E outro, que é a guerra vir bater à porta daquele que para tal nunca se preparou. Seja como for, ignorar-lhe a manifestação em palco será permanecer, neste particular, indiferente a um abalo cultural sem precedentes.

* As peças:

Iniciação

Fragmentação em Ornamento

Frenesim

Teoria Falhada

Rotina Enfadonha

Relativismo Temporal

Estudo Convulsianalítico

Ténue-o-Sensorialismo

Lúciferianismo

Luminismo Esplandecente

Abismo Satânico

Homenagem a Carlos Paredes

Voluptuária

Nibaires

Rdnaxela

Rdnaxela Hciveyalokin Nibaires



Aquaparque na VICE


Miguel Arsénio explica como “André Abel e Pedro Magina sabem desgovernar a estrutura da canção, embora nunca deixem que esse caos desabe sobre as melodias e os incríveis arranjos que se colam depois na cabeça (muito)”.

segunda-feira, 21 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Aquaparque: concerto de lançamento de "Pintura Moderna"

Tigrala no GRITO!

Tigrala têm entrevista e crítica na edição desta semana da brasileira “O Grito!”.

quarta-feira, 9 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Norberto Lobo na CASA DA MÚSICA (CLUBBING)

toda a informação aqui.
DATA: 26 de Fevereiro
PREÇO: 10 euros

CARTAZ:
SUGGIA
00:45 - 02:15 PETER HOOK performing "UNKNOWN PLEASURES"
23:30 - 00-15 GALA DROP

SALA 2
01:00 - 01:45 NORBERTO LOBO
00:00 - 00:45 SAMUEL ÚRIA

BARES 1 e 2
22:30 - 02:30 Miguel Sá Dj Set

CYBERMUSICA
23:00 - 00:00 Álvaro Costa apresenta: videografia de ANTON CORBIJN
00:15 - 01:15 FM EINHEIT + MASSIMO PUPILLO
01:30 - 02:15 GHUNA X

RESTAURANTE
03:00 - 05:00 THE GLIMMERS
01:00 - 03:00 DJ KITTEN

B Fachada no MARIA MATOS em Abril


B Fachada abre Abril com três concertos no Maria Matos: um para graúdos e dois para miúdos.

2 e 3 de Abril, 16h00, com espaço em palco para pais e filhos, showcases de meia-hora de duração com bilhetes a 2,50€ (crianças) e 5,00€ (adultos)
3 de Abril, 22h00, concerto com bilhetes a 12€ (a 6€ para menores de 30 anos)

B Fachada na BLITZ

No novo número da Blitz – capa Roger Waters – há uma entrevista com B Fachada em que se revela algo sobre futuros projectos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Norberto Lobo na estrada



Sexta em Tomar e Sábado em Alpedrinha. Mais informações nos sites do
Theatro Bar (Cine-Teatro Paraíso) e do Teatro Clube de Alpedrinha.

Bill Carrothers no Jazz 6/4


"Joy Spring" está incluído nos dez melhores álbuns de 2010 no Jazz 6/4.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aquaparque "Pintura Moderna" a 18 de Março


O novo álbum dos Aquaparque, “Pintura Moderna”, sai dia 18 de Março e terá, na mesma noite, concerto de apresentação em Lisboa - no sótão da loja Kolovrat 79 (Rua D. Pedro V, 79), pelas 21h30, com entradas a 7 Euros.

“Os Aquaparque têm origem em Santo Tirso, norte de Portugal. Pedro Magina (voz, casio tonebank, yamaha ds55, harmónica, percussão) e André Abel (voz, programações, guitarra) conheceram-se na primária no final da década de 80. Magina, com as suas botas ortopédicas, e André, com as suas camisas apertadas até ao pescoço, começaram a escrever música em conjunto pela altura que a “Antologia” dos Beatles passou na RTP2, já os dois andavam no ciclo. Magina era então um motivado atleta federado nos juvenis de futebol no Desportivo das Aves e André uma esquecível presença em peças de teatro amador. Tiveram as suas bandas com incautos adicionais, com estéticas comprometidas no seu diletantismo adolescente, de imersão metal gótico à la Lacrimosa dos parcos de técnica, à primeira vida dos dAnCE DAMage, inspirados pela recuperação do pós-punk do início do novo século. Ensaiaram uma vida inteira na sua amada e desdenhada cidade do Porto em espaços mitificados nos milieus das bandas emergentes do período, como o Poltergeist e o ‘Abílio’, no Bonfim, até salas DIY na Zona Industrial ou no Stop, e tocaram pelo país fora, de festivais ao ar livre dentro de muralhas em Miranda do Douro a garagens tornadas bares de alterne teen em Vieira do Minho. O pico deve ter sido no nunca-mais-será-como-antes Swing, no Porto. Precisaram deste tempo todo para escrever “Pintura Moderna” em algumas semanas.”.

Aquaparque

Numa certa perspectiva, “Pintura Moderna” funciona como uma terapia de estímulos sensoriais. Contém o balanço certo entre familiaridade e estranheza, seduz e desorienta, e traduz parte da cultura popular como um labirinto de espelhos. Tem tanto de aleatoriamente objectivo quanto de rigorosamente subjectivo. E, naquilo que de mais efémero simula, parece movido por um motor em contínua geração de sons saídos da pop de videoclip. Daquela que, formalmente instantânea, ganhou permanência na visão de certos produtores, na opção por determinados arranjos e, naturalmente, numa consistência rítmica, riqueza melódica e firmeza estética de alcance estrutural. Conduzem-nos até esta conclusão os seus momentos que, especulando, poderiam ter nascido em 80s, na alta costura sonora e combinação de estilo e substância de Stock, Aitken & Waterman, Trevor Horn, Jellybean Benitez, Bill Laswell ou Brian Eno atrás da mesa de mistura. Além daqueles nomes de cá que por altura do “É Isso Aí” (Aquaboogie, 2009), o seu primeiro disco, vieram à baila. Claro que concentrarmo-nos nisto facilita a compreensão mas encurta as vistas. Nenhuma destas canções começa e acaba num qualquer tráfico de influências. Quanto muito – nem tendo, de todo, de reconhecê-las conscientemente – tratam-nas de forma elíptica e reproduzem-lhes os códigos trocando-lhes a lógica. Porque não falaria “Pintura Moderna” a língua dos nossos dias se não expandisse violentamente as premissas tipológicas do qualquer género. Inscrevendo-se de forma exemplar na tradição dos que nesse contexto alteram paradigmas, concilia, ao nível dos processos, verosimilhança material com distanciamento da realidade, e manobra estrategicamente num jogo de sedução com a principal característica da pop de hoje: a simultânea afirmação e negação da própria vida de quem a ouve (e, quem sabe, da de quem a produz). E essa oscilação num mesmo espaço entre o eminentemente reconhecível e o profundamente abstracto – para que contribuirá também uma lírica idiomaticamente existencialista – produz apenas mais-valia estética quando inteiramente assumida. E é isso que fazem agora os Aquaparque. Situá-los numa produção nacional ainda mais fragmentada do que o que se supõe só interessa se for para compreendê-los tão confortavelmente à margem de tudo quanto no meio de todos. “Pintura Moderna” desentrincheira todas as ‘cenas’.

Vídeo para o tema de apresentação 'Para Além do Bronze'

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A oferta de Dia de São Valentim de Tiago Lacrau

"São Valentim há-de valer pouco no calendário de um protestante mas como sou todo amor aproveito o dia para vos deixar uma oferta. Em Outubro entusiasmei-me a ouvir o "South Of Heaven" dos Slayer (um dos discos que eles menos gostam) e deu-me vontade de improvisar manhosamente sobre o talento deles. Tendo em conta que a banda sempre namorou um satanismo soft (mais feito de testosterona adolescente que anti-teologia séria) voltei a uma das velhas questões culturais cristãs do passado Século XX: why should the devil have all the good music? Assim sendo improvisei umas rimas semi-proselitistas sobre excertos das dez canções do disco. Tudo isto na minha confiável precariedade de meios técnicos. O resultado é este "Inverno Desinspirado do Rapaz do Sul do Céu (Uma pilhagem sonora em baixa-fidelidade com propósitos evangelísticos)" - podem sacá-lo aqui. Pedi ajuda ao Silas Ferreira que claramente me fez a capa do ano (aguardem pelas t-shirts em breve) e rematou os pormenores gráficos. É uma edição completamente artesanal (welcome back fotocópias a preto e branco, CD-Rs baratos, folhas dobradas e discos numerados pelo autor) limitada a 333 exemplares (com metade do número da besta conseguimos mais e melhor).
Por último deixo-vos também um teledisco que concebi e o Ben Monteiro concretizou. Mash-up policy, naturalmente. Tentámos manter na imagem o trash-metal-pop das cantigas, daí as angústias teológicas, os rodopios cinéticos, a exuberância oitentista brasileira (quero ouvir esse aplauso para a Cláudia Magno!) e a referência ao 50 Cent (porque no fim de contas isto é puro hip-hop).
Como dizem os namorados: amo-vos muito!"

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

B Fachada e Lula Pena ao longe


As traduções instantâneas dão resultados hilariantes e frequentemente absurdos, mas em ambos os casos nota-se pensamento original e uma genuína comoção. Para os curiosos, ficam então perspectivas vindas da Croácia (para B Fachada) e Áustria (para Lula Pena). A segunda é da autoria de Veit Stauffer, um dos responsáveis pela RecRec, que editou maravilhosos discos (de Fred Frith aos japoneses After Dinner) na década de 80.

Pepper Adams no PÚBLICO

Em crítica conjunta com o imortal "Waltz for Debby", de Bill Evans.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011