quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
B Fachada 'Tó-Zé' [vídeo oficial]
tó-zé, b fachada from manuela pacheco on Vimeo.
'Tó-Zé' é uma das canções de "B Fachada é Pra Meninos"
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
B Fachada no SOUND--VISION
Escreve Nuno Galopim: “Mais melancólico nas formas (e a voz do piano não será estranha a esta característica), “B Fachada” é mais um volume a reter numa obra em construção que, como poucas no actual panorama da música popular portuguesa, continua, apesar do ritmo invulgarmente insistente de edições, a mostrar-nos discos que sabem sempre acrescentar algo aos que o precederam. Uma vez mais B Fachada justifica o estatuto que lhe foi confiado”.
B Fachada no PÚBLICO
Escreve João Bonifácio: “Valha a verdade, e ao contrário da imagem de desafinado com coração que passam dele, Fachada é antes de mais um gélido ás da melodia, que sabe sempre como resgatar uma canção à banalidade. Tudo isto está presente em "B Fachada", uma espécie de "Rock Bottom" ao contrário: onde Wyatt se afundava em água, "B Fachada" é um vir à tona”.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Agustí Fernández no BODYSPACE

Escreve Nuno Catarino: “Neste disco Agustí Fernández desenvolve uma música baseada em motivos (subconscientemente?) interiorizados, que são laboriosamente transformados em matéria nova. Desvinculando-se das suas típicas estratégias oblíquas e alta intensidade, o catalão opta por uma suave linearidade, assumindo um discurso sólido, ancorado numa permanente subtileza, contenção e controlo”.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Agustí Fernández "El laberint de la memòria" (another couple of impressive reviews)

On Free Jazz, Stef writes “It is romantic and lyrical, but because he refrains from adding too much context or excessive ornaments, the overall sound results in one of sober warmth. Beautiful” and on Gapplegate Music Review, Grego Applegate Edwards says that “It gives you a front row seat for an impressively, eclectically inventive piano recital”.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Jorge Cruz no i
Num excerto da entrevista de Maria Ramos Silva, Jorge Cruz diz: “Até aos 8, 9 anos, apaixonei-me pela música, foi o boom da MTV. Não que a tivéssemos, mas víamos os telediscos pela primeira vez nos programas do Álvaro Costa. Foi a primeira vez que vi o Boy George. Saiu o disco do Mick Jagger, o “Purple Rain” do Prince. Era um mundo mágico. Quando fui para Angola não tinha nada. Estava já motivado e não tinha acesso".
O que se ouvia lá?
"Na rádio ouvia-se os Kassav, os Tubarões, um bocadinho de Lionel Richie e Michael Jackson. Era música dançável, de farra. Tinhas o recolher obrigatório. Quando a malta ia para casa de alguém numa festa dessas tinha que lá ficar até de manhã. Nós miúdos ficávamos a dançar e adormecíamos lá num canto. Então a minha avó mandava as TV Guia para a minha mãe, uma vez por mês, e aquilo tinha o top disco. Foi aí que comecei a fazer canções. Só conhecia os títulos e então inventava as melodias".
O que se ouvia lá?
"Na rádio ouvia-se os Kassav, os Tubarões, um bocadinho de Lionel Richie e Michael Jackson. Era música dançável, de farra. Tinhas o recolher obrigatório. Quando a malta ia para casa de alguém numa festa dessas tinha que lá ficar até de manhã. Nós miúdos ficávamos a dançar e adormecíamos lá num canto. Então a minha avó mandava as TV Guia para a minha mãe, uma vez por mês, e aquilo tinha o top disco. Foi aí que comecei a fazer canções. Só conhecia os títulos e então inventava as melodias".
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
B Fachada "B Fachada" (Texto de Apresentação)
Nas lojas a 2 de Dezembro
Concerto de lançamento em Lisboa:
Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, no dia 21 de Dezembro, pelas 21h00. Bilhetes já à venda!
Outras datas:
3 Dezembro – Teatro Viriato, Viseu (2 concertos com banda: às 16h00, para crianças, apresentação de "B Fachada é Pra Meninos"; às 21h30, concert para o público geral)
6 e 7 de Dezembro - Culturgest, Porto (dois concertos em piano solo)
9 Dezembro – Café-Concerto do Centro Cultural Vila Flor (solo, apresentação de "B Fachada")
Sob o pretexto de gerir expectativas de confessionalismo nas suas letras, B Fachada transforma com frequência biografia em alegoria. E essa acaba por ser uma recorrente linha de força nos textos em que apresentamos os seus discos. E sublinhamos habitualmente aqueles momentos em que B Fachada, mais do que compositor e intérprete, é antes, como tantas outras, uma personagem com vida independente dentro das (suas) canções. A administração deste dispositivo, mais do que sarcástica, revela essencialmente uma estratégia que enfatiza uma das problemáticas da música popular e emprega o paradoxo enquanto veículo para a desconstrução – ou, no mínimo, exposição – das convenções que lhe estão associadas. É, também, embora longe de única, uma forma peculiar de comunicar ideias àqueles que o ouvem. Porque o equilíbrio entre o real e o fictício, ao longo destes quatro anos em que o Bernardo se impôs como um caso à parte no meio artístico português, transformou-se num traço de identidade tão celebrado quanto os seus recursos estilísticos. A opção de não nomear o seu quarto álbum – ou, como no disco de Dezembro de 2009, permitir-lhe novamente a designação de “B Fachada” – é, como se costuma dizer, uma espécie de enigma dentro de outro.
E, no entanto, se podemos afirmar que este “B Fachada” é, à primeira vista, o que se presta claramente a uma leitura autobiográfica, a verdade é que se dá mais o caso de nele encontrarmos a personagem em busca do seu autor. Isto é, aparentemente, tratar-se-ia de tentar desvendar o mistério da criação e da origem – ou de lhe encontrar sentido – numa visita guiada pelo mais privilegiado dos intermediários. Por isso logo se poderia concluir que, ainda mais do que no passado, tudo aqui seria sobre Fachada. Mas o facto é que a audição destas canções desmente a asserção. Porque, como tantas vezes se provou, há momentos em que o artista olha para dentro apenas para encontrar o outro. Assim – embora, como sempre, possam estas canções ganhar vida e razão longe desta ideia –, a menor das ilusões em torno deste “B Fachada” é a de que, mais do que método, inspiração ou moral, lhe interessa falar sobre a sua musa. Talvez por isso soe tão humilde, ainda que nada comprometa em termos de arrojo estético: porque será evidente que aplica aqui inusitadas soluções formais e dá uso a técnicas que contrariam a actual agenda da produção discográfica, e, mais uma vez, ninguém poderá negar a crescente maturidade com que lida com os materiais à sua disposição. Mas, com a naturalidade daqueles que nada têm a provar, a transparência com que apresenta num mesmo plano a arte, o objecto e o meio dá livre acesso a um ideário que noutros momentos traduziu em parábola e que agora aparenta partilhar em discurso directo.
Nessa perspectiva, não se pense que abandona o assunto que mais se discutiu por alturas de “Deus, Pátria e Família”. Pelo contrário, aprofunda-o. Porque tal como o narrador desse tema de 20 minutos, também aqui se encontra no pessoal, e não no colectivo, o cenário para a mais política das transformações: a do indivíduo. Aquele que – descodificando imagem pública – em ‘Roupa de Estrada’ canta “Quem me deu as mentiras para ser eu/ Vou tentando ser decente/ Num Fachada bem diferente do meu” ou em ‘Não Pratico Habilidades’ diz “Podes fazer o que quiseres/ Eu deixo gozar comigo por não ser cantor” para acrescentar “Canto a minha pirosada/ Para te chegar ao calcanhar”. Aliás, muito deste disco é, em última análise, uma reflexão sobre o juízo e a crítica, permeável à opinião alheia e capaz de responder com clareza a apreciações favoráveis ou desfavoráveis. É só mais uma camada de significados para esse diálogo cantar em ‘Sozinho no Róque’ que está “Mais a rimar, nem tanto a ser poeta/ A dominar a música discreta” ou, de novo em ‘Roupa de Estrada’, fazer referência ao seu ciclo semestral de edições e à própria natureza deste novo CD com a frase “Nunca um tema foi eterno/ Tudo volta a ser moderno/ Ponho aquele meu tom mais terno/ Nasce um disco, amor, para ouvires no teu inverno”.
Depois há, com a ligeireza e acessibilidade de sempre, vinhetas da vida privada, como o “Ponho as gotas no cabelo/ E uma reza eficaz” de ‘Cantar o Apelo’, o “Tu trabalhas junto a mim até te dar o sono/ Eu só durmo quando enfim a cantiga já tem dono” de ‘Os 2 no Polibã’ ou o “Vens ouvi-lo a dizer coisas/ Que dão a entender/ Que isto assim contigo é que é viver” de ‘Barriga pelo Amigo’. E, inevitavelmente, a menção a um ambiente musical em que se percebem umas coisas enquanto outras permanecem duvidosas, desta feita sintetizada num ‘Está na Hora da Passa’ em que se afirma que “Quando o dia desenlaça/ Está na hora da passa/ Fica tudo com mais graça/ Excepto a prenda de Alcobaça” e se dedica estes versos aos meninos e meninas da Cafetra que, em estúdio, marcaram com palmas o ritmo: “Fazem mal a coisa certa/ Há que ouvir o tio careca/ Porque a barba mal desperta/ É preciso andar para a Fetra”. Mas é quando cai o pano sobre o disco que mais ele se revela, com a dedicatória de ‘Mané-Mané’ (“Já não basta todo o dia a levar com a guitarrada/ Vai, faz um disco só sobre ti”) e, escondido em fundo tropical, o conselho “Quando acaba a cantoria/ Parece fácil, é magia/ Mas não basta uma certa piada/ Para ser o B Fachada// Tentas muito compreender/ O que acabou de acontecer/ Se ainda assim eu não consigo te agradar, então/ Usa a vida para viver/ Usa a vida para viver/ Usa a vida para viver/ Usa a vida para viver”.
Como é costume, nada é bem o que parece. E, mais uma vez, sem poder ter outra origem, soa diferente um disco novo de B Fachada em que permanece a ambição de explorar os limites da sua linguagem. Num universo autoral progressivamente mais distinto, ensaia – numa monumental balada, num solene refrão, num inusitado solo de guitarra, num obtuso efeito no piano, numa captação vocal inédita, em mil e uma vozes, num estranho interlúdio instrumental, numa citação de um tema de Norberto Lobo que lança para o cosmos – algo de semelhante ao que fez em “B Fachada é Pra Meninos”: quanto mais joga com arquétipos, maior a sua recusa do normativo.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
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