domingo, 17 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Éme "Gancia" (STREAMING E DOWNLOAD GRATUITO)
Este “Gancia” é o
primeiro álbum de um artista a solo no seio da Cafetra. E, numa repentista
tangente entre folclore onírico e pop fantasista, aquele que, num contexto de música
popular, consegue, sem renunciar ao equilíbrio entre imediatismo de
procedimentos e pungência emocional que parece ser comum ao ideário dos colegas
de editora, sugerir os mais inesperados caminhos. Diz o Éme: “acho que este disco é importante para a
Fetra porque é o primeiro longa-duração que se afasta do espectro de rock
abrasivo a que, provavelmente, mais pessoas tiveram acesso e a que imediatamente
nos associaram. Mostra também que nunca pensámos na Fetra como um colectivo com
ideias inequívocas ou consensuais mas antes como um espaço em que se acolhem e complementam
as ideias de cada um”.
O espírito colectivista
da Cafetra tem sido, aliás, um dos principais motores para os elogios
granjeados pelos seus activistas, principalmente num meio em que muitas vezes
se mistifica esse valor com propósitos sinecuristas. Um álbum de um escritor de
canções parece contrariar essa ética, mas Éme é claro: “Nas canções que faço há sempre
trabalho que não é meu – até porque é a observação dos outros o que lhe dá o
mote. Por isso, este "Gancia" é meu e de amigos meus… na gravação,
mistura, masterização, execução e tudo o que se possa imaginar. Em casa do Luís
Gravito (Cão da Morte), com a presença regular do Leo (Kimo Ameba, Go Suck a
Fuck, Rabuh Mastah, Putas Bêbadas) e do Filipe Sambado (Cochaise), com os
toques finais do B Fachada, conseguimos o som que tudo isto pedia: caseiro mas
nunca demasiado áspero ou duro. Este som, que dá a vida final aos arranjos e às
canções, parece-me uma das coisas que faz deste disco um objecto algo singular”.
Surpreendente é também o
ambiente relativamente espartano em que respiram parte destas canções. Às vezes
basta um dedilhado – ora mais narcótico, ora mais neurótico – ou um pedal para suster
a estrutura de cada tema. Também isso foi uma preocupação: “tentámos não dar às canções mais do que o
que elas pediam. Não nos interessou a grandiosidade da instrumentação ou o seu
sentido épico. Nos temas de "tom mais confessional" (pior expressão),
fazer o arranjo foi escolher apenas o essencial de um grande número de ideias e
a partir daí construir o estritamente necessário. Tudo o que estivesse a
mais ficava mal”.
É nesse quadro de inegável
sobriedade que sobressaem as características melódicas e harmónicas de Éme. Mas
também nesse particular ele partilha o mérito: “uma das coisas mais importantes do disco é a voz da Júlia. As harmonias
que a Júlia ouve são especiais e mais ninguém as podia fazer. Soam naturais
porque são mesmo. Não há truques, é mesmo assim”.
“Gancia” é a vulnerável revelação de um autor que começa a querer desvendar/(re)inventar
os mistérios do mundo a partir de um quarto e de uma audiência de meia dúzia de
amigos, mas que, pela mais pura honestidade artística, quer também tudo isso
transcender: “o que posso dizer mais é
que estou muito entusiasmado com este disco. É um disco de que gosto muito e é
também um disco que me dá muito espaço para progredir. Espero fazê-lo nos
próximos”.
Ouvir "Gancia" é ver o Éme a partir para o outro lado do espelho.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Os Quais "Meu Caro Amigo Chico" (VÍDEO]
com: PEDRO SÁ, RICARDO DIAS GOMES, VINÍCIUS DE MAGALHÃES, e JOÃO MORAIS gravado nos FANQUEIROS DO SOM por BERNARDO BARATA e JOSÉ DE CASTRO filmado e gravado no contexto do documentário musical "MEU CARO AMIGO CHICO" JBV / LSP 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Os Quais "Pop é o contrário de Pop"
Já passaram três anos desde que o rockeiro (pelo menos para os parâmetros bossa-novistas dos que já lhes conheciam
as canções) EP "Meio Disco" fez sair da toca esta dupla. Afinal, o Jacinto e o Tomás, que tocam e
cantam juntos desde os tempos de escola, davam-se a ouvir descontraidamente e não iam mudar de vida só
porque sobre eles se escreveram maravilhas:
“Os Quais fizeram de um meio disco uma ideia inteira”, Nuno Galopim (DN); “O disco inteiro
promete”, João Lisboa (EXPRESSO); “Apenas
seis músicas mas todas elas imprescindíveis”, Frederico Batista (SAPO.pt); “Entre a Lisboa letrada e a enganadora
leveza da música brasileira”, Lia
Pereira (BLITZ); “Tem rocks e pops e bossas e constrói uma ideia de
personalidade”, Mário Lopes (PÚBLICO);
“É «Meio Disco» mas já é muita coisa”, Davide
Pinheiro (DISCO DIGITAL); “A qualidade de um disco inteiro”, Rui Dinis (A TROMPA); “Destes
aventureirismos estamos necessitados”, Gonçalo
Palma (COTONETE).
Mas também porque levaram o desafio à letra, cuidaram
em coligir responsavelmente aqueles materiais que melhor os representavam e
convocar amigos barra-limpa: Domenico Lancellotti (ritmista, cantor, compositor, integrante do trio +2 e baterista de Adriana
Calcanhotto, autor em 2011 do álbum "Cine Privê", em que se inclui a doce
'Os Pinguinhos', canção escrita em parceria com o Tomás), Alberto
Continentino (ás do baixo que tocou com meio mundo no Brasil e que também
grava com Calcanhotto), Ricardo Dias Gomes (da banda Cê de Caetano
Veloso e também da Do Amor), Pedro Sá (guitarrista com vastíssimos
créditos mas actualmente também integrante da banda de Caetano), Bruno
Medina (dos Los Hermanos) ou - em 'Bunganvília' - Péricles Cavalcanti (cantor,
compositor e teórico, com originais gravados desde a década de 70 pelas vozes
de Caetano, Gal ou Arnaldo Antunes); e do lado de cá criaram bases rítmicas no
contrabaixo de Hernâni Faustino e na bateria de Gabriel Ferrandini
(músicos de muitas andanças jazz mas colegas no RED Trio).
O resultado é quintessencialmente quaisiano: letras de quem trabalha a
língua e está habituado a driblar-lhe os convencionalismos, músicas de quem
pinta com olhos de paisagista, focado no panorama geral mas consciente de que deus
e o diabo se encontram nos detalhes.
Péricles Cavalcanti sabe.
E escreveu-nos o PR:
“Há alguns anos, Nina, minha filha, me disse que queria
que eu conhecesse Tomás, um seu amigo português (e de muitos amigos nossos),
artista plástico e também músico (que já havia morado aqui em São Paulo e que agora
estava de volta a Lisboa) que conhecia música brasileira. Bem, não demorou pra
que eu ouvisse algumas gravações dele, com seu parceiro Jacinto, na banda “Os
Quais”.
Imediatamente, mesmo antes de ouvir o som, já gostei
deste nome de banda: sintético, moderno e auto-irônico. Depois fui ouvindo as
gravações, simples, contemporâneas e experimentais e fui gostando ainda mais de
tudo o que elas estavam dizendo. Soube que os “nossos amigos” a que Nina se
referia eram os músicos do “+2”: Moreno Veloso, Kassin e Domenico Lancellotti e
também o guitarrista Pedro Sá, todos, mais ou menos, da mesma geração de Tomás
e Jacinto, e soube, também, que aqueles faziam o som brasileiro atual com que
estes se identificavam mais.
Logo em seguida, eu e Tomás ficamos amigos, via e-mails,
e ele me encomendou uma vinheta com o tema “futurismo” para uma das gravações
do primeiro disco de “Os Quais”. Até que ele veio a São Paulo e, finalmente,
nos conhecemos pessoalmente, conversamos muito e, assim, gostei ainda mais
dele.
Isso tudo, de um modo bem resumido, pra chegarmos até
este novo ‘pop é o contrário de pop”. Minha participação nele começou com o
convite, que eu de pronto atendi, pra dividir os vocais com Jacinto (o que
fizemos via internet) na bela “Buganvília”, canção que ecoa, pra mim, algumas
canções de Caetano Veloso, artista que faz parte do “paideuma” musical da
dupla.
Agora ouço o disco completo e fico mais contente de saber
que, além de levar adiante as “explorações de estilo” do primeiro disco, as
participações nas gravações se estenderam ainda mais, incluindo alguns daqueles
nossos amigos, como por exemplo Pedro Sá, baixo e guitarra, em ‘É adeus”,
canção que, “misturando” jeitos luso-brasileiros, diz, candidamente, “Tchau,
adeus”. Ou Domenico Lancellotti, na bateria, nesta ‘Bandeira”, com melodia tão
bonita, curta e límpida, cuja letra faz uma referência (ou reverência!) sutil
ao grande James Brown e que conta, também, com a participação, entre outros, de
Bruno Medina (de “Los Hermanos”, outra das referências musicais contemporâneas
de ‘Os Quais”) tocando um banjo indiano.
Vale dizer que Domenico é também parceiro de Tomás em
“Quem sabe”, além de participar dos vocais nesta faixa que encerra o disco
realizando uma “ponte transatlântica lírica” com timbres de celesta e um belo e
áspero arranjo de cordas (que lembra o som de rabecas do nordeste brasileiro)
de Miriam Macaia.
Outro “link” mais explícito com a música brasileira está
nesta canção-resposta-enviesada aos “Caros amigos” de Chico Buarque, “Meu caro
amigo Chico” (feita para um filme documentário) em cuja letra são citados,
também, ícones da cultura pop universal, como Paul McCartney e Fred Astaire,
numa faixa que tem a participação, entre outros, do brasileiros Ricardo Dias
Gomes (da banda “Do amor”), no piano Fender Rhodes e em que vale destacar o
ótimo arranjo para metais do português José Castro.
Quando ouço a musica de “Os Quais”, inevitavelmente,
penso nas relações culturais luso-brasileiras, hoje, e é como se Tomás e
Jacinto, incorporando elementos de nossa canção moderna (pós-bossanova) que
tanto lhes interessam, nos devolvessem, nas deles, de uma forma original, a
possibilidade de compreendermos um pouco de nossa própria identidade
poético-musical, que para nós, dentro deste “caldeirão”, parece bem menos
clara. Não foi à toa que Portugal nos legou nossa língua!
Ouça-se, assim, esta emblemática, “Monossilábica”, em que
não há outras participações que não a de Jacinto no vocal e de Tomás, no violão
e na guitarra. Esta canção, uma das minhas preferidas no disco, num certo
sentido filha direta de uma tradição experimental, traz na letra um exercício
lingüístico que, implícitamente, faz uma reflexão sobre o uso pouco usual dos
monossílabos em letras de canções em português (língua com um vocabulário
composto por palavras e expressões mais extensas), característica essa tão
comum em canções na língua inglesa, “naturalmente” mais sintética (o que,
presumivelmente, a tornaria mais flexível para as divisões rítmicas!). E tudo
isso “acompanhado” por um violão swingado, de inspiração tão brasileira e
moderna.
Outra de minhas faixas preferidas, neste disco todo
interessante, é esta “Corpo” que eu já conhecia desde uma gravação-demo
anterior (que Tomás me enviou) e que sempre me chamou atenção pela delicada e
cinematográfica descrição que sua letra faz de um belo corpo feminino, como num
plano seqüência de um dos filmes iniciais da Nouvelle Vague: “mais livre teatro
das formas exatas”. Lindo! E que ótimo baixo acústico, sinuoso e envolvente,
toca o Alberto Continentino, nesta gravação!
“E como poderemos, então, não ver, aí, a beleza!”.
Ouça-se, assim, esta outra faixa, “Duas imagens”, uma composição mais
“universalmente” pop e que com sua estranheza, na entonação da melodia quase-falada
e na letra, por si só, justifica e explica o titulo deste álbum.
É, este pop é mesmo diferente de pop. E não podia ser de
outro modo.
Viva!
Péricles Cavalcanti”
“Pop é o contrário de Pop” – e, enquanto palíndromo, ninguém
pode rebatê-lo – vai para as lojas dia 1 de Junho.
domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Diabo na Cruz no RITZ CLUBE
Passe o trocadilho fácil, a noite foi de glória no número 57 da Rua da Glória!
Reacções: “Uma volta às origens de
forma tão inovadora como rebelde” diz
o HardMusica, “Espectáculos como os que estes rapazes dão não são
muito habituais, e temos que valorizar as oportunidades que os temos de ver ao
vivo!” conclui
o BandCom, “Foi bonita a festa, siga a dança” sintetiza
o MyWay e o Bodyspace
sabe que os “Diabo causariam furor nos Santos Populares”!
Fotografias no MySpace!
quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Diabo na Cruz: "Roque Popular" pelos blogs
É uma fresquíssima novidade e já tantos a ela reagem: no “Eu
e o meu Ego” fala-se em “Roque na Aldeia”, com “O velho de bigode. A velha que
sai sempre de avental. O gordo que está ao pé das barracas de bifanas. A miúda
mais gira”, no “BandCom”
sugere-se que “Desde cantautores mais antigos e estabelecidos como Sérgio
Godinho, Fausto ou Vitorino que um grupo musical não trazia tão bem a música
tradicional para o burburinho da cidade e para o seu caos de música moderna em
constante evolução”, na “Arca
do Rock” diz-se que o “o rock popular existe, e pela reação do público, veio
para ficar”, no “Work-Song”
começa-se “por dizer que os Diabo na Cruz são, possivelmente, o melhor projecto
que surgiu na Música Portuguesa desde os Ornatos Violeta”, no “Copyfónico”
afirma-se que, “se continuarem por estes trilhos, os Diabo na Cruz arriscam-se
a ser, não apenas uma grande banda roque, mas também dos mais lúcidos olhares
sobre o Portugal que sempre nos teima em fugir, mesmo nunca saindo do mesmo
lugar” e no “Lusophonia”
crê-se que quase todas as canções de “Roque Popular têm potencial para
ser singles, para rodar até nas rádios mais quadradonas. Todas elas são
marcadas por uma batida frenética dos tambores. As letras são vociferadas quase
em modo de combate”!
quarta-feira, 9 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Diabo na Cruz na BLITZ
Escreveu Luís Guerra na Blitz sobre as canções de "Roque Popular":
“uma tendência irresistível para melodias que cumprem a função para a qual
foram designadas: morar no ouvido até à próxima temporada”.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
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