A crítica de João Lisboa saiu no Expresso e pode ser conferida no seu blog.
Só se repete a confusão pronominal. Os Quais não são a tradução dos The Who. Qual é which, who é quem.
16 Jan 23:00 Maus Hábitos, Porto
Bruno Silva, excelso, escreve: "Contando com o precioso contributo de um coro de vinte e quatro vozes, Super Roots 9 deixa-se imbuir no espírito angelical da quadra que o presidiu e de encontro ao ataque mimético dos três bateristas e variada parafernália electrónica de Eye, anuncia de modo triunfal a chegada do Senhor em voos rasantes em torno da Terra para nunca se deixar cair cansado até ao seu inevitável final". Mais aqui.
Os Quais são Jacinto Lucas Pires e Tomás Cunha Ferreira. Jacinto é escritor, com vários livros publicados pela editora Cotovia. Tomás é pintor e professor, com várias exposições desde 2000. Os dois conheceram-se em Tóquio, num colégio dos Jesuítas – ou terá sido em Faro, a fazer teatro? Bem, é uma longa história. A verdade é que fazem música há vinte anos, quase, sob diferentes disfarces. Gostam de Beatles, Caetano, Variações, Prince, Piazzolla, Donato. Têm duas ou três certezas: não são nem um “dueto”, nem um “colectivo”, e muito menos um “projecto”. Talvez uma “dupla”, como se diz dos detectives. Senhoras e senhores, os Quais! Apresentam “Meio Disco”, seis canções que rockam-popam-dançam em cima do tempo, sem medos. Um cd-zinho de altas e baixas referências mas também distraído quanto baste. Um Meio Disco que vai inteiro para cada um e cada qual. Começam assim, aqui, Os Quais, pergunta sem ponto de interrogação. 
Disco do saxofonista alto na Pirouet. Escreve Raul Vaz Bernardo: "Capacidade de recorrer a passagens de grande profundidade harmónica conciliadas com uma expressão rítmica subentendida mas rica".

Miguel Arsénio celebra o Advento já com a voz no mês do Deus Jano. Mas a FlorCaveira é tão unissexo que lhe faltou equivalência para o "vamos às raparigas casadas". As Janeiras estão aqui.






