segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Gal Costa em vinil
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Cu cu ru cu cu (Um Qual na TSF)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
João Lencastre's Communion "B-Sides"
Quando em Outubro de 2007 surgiu “One!” – o primeiro disco de João Lencastre enquanto líder – falou-se necessariamente de comunhão. Ainda para mais, a sua ideia de colectivizar o projecto numa Communion tinha óbvios reflexos na sua música. Porque se partia efectivamente de uma partilha de valores assentes em princípios unificadores para logo se avançar rumo ao desconhecido. A metáfora, claro, não era nova no jazz. Até porque nele se pressupõe tantas vezes a igualdade entre quem “comunga”. Mas o resultado esteve longe de se tornar previsível. Num inesperado testemunho, Bill Carrothers, André Matos, Phil Grenadier e Demian Cabaud, ainda que sem comprometer o exercício, assumiam trajectórias mais divergentes que coincidentes. Aliás, essa indefinição acabou por se tornar na grande mais-valia do CD. Os temas fluíam livremente, sem constrangimentos formais ou conceptuais, entre a memória e o momento (reviam-se standards de Ornette e Hubbard, por exemplo, ao mesmo tempo que se adaptava uma canção de Björk), fortemente marcados pela personalidade dos seus intérpretes, prestando-se quase naturalmente às tendências elípticas do pianismo de Carrothers. Agora, não será por acaso que João aparece com um “B-Sides”. Porque não sendo negativo de “One!”, poderá dizer-se que as maiores qualidades deste segundo disco são precisamente as menos evidentes no primeiro: definição e coincidência de vozes. E a comunhão, pretendida de início, parecia depender deste elenco: Leo Genovese, Phil Grenadier, David Binney, Thomas Morgan e Jeremy Udden. Mas não se pense que “definição” implica tocar só dentro do tracejado. Sim, esta banda é mais banda, mas não avança por um caminho menos exploratório. Há é uma abordagem nova, mais luminosa e assumidamente virada para fora. Isto, não dispensando uma certa atmosfera de mistério, comum, por exemplo, àquela obtida nos grupos para os quais compôs Wayner Shorter. É um sinal de maturidade deixar o melhor para o “lado b”. E João não pára de crescer.
Nas suas palavras: “Gravámos em Nova Iorque. E não podia perder a oportunidade de incluir alguns dos meus músicos preferidos. Da formação original mantive o Phil e o Leo [relembre-se que Carrothers havia sido uma substituição de última hora na sessão de gravações de “One!”]. Depois, pensei logo no Thomas Morgan para o contrabaixo – já o conhecia pessoalmente há uns anos, mas só tínhamos tocado uma vez; adoro a sua musicalidade, o seu som, a forma em como se envolve com a música. E todos sabem o quanto admiro David Binney – é um grande amigo. Temos tocado muito ao longo dos anos e pensei em convidá-lo para um tema – acabou por ficar para quatro! E adoro o som do soprano do Jeremy Udden. Aliás, quando escolhi a balada (“Pete Best”, do Steve Swallow), pensei imediatamente nele.
Para este álbum escolhi vários dos temas que foram gravados. Os momentos de improvisação colectiva surgiram sem ser preciso falarmos sobre isso. Aliás, em toda a gravação nunca foi preciso trocar muitas palavras. Ensaiámos e tocámos em menos de quatro horas. Era fazer dois ou três takes e seguir. Aliás, no disco acabaram por ficar mais os primeiros takes – soavam mais orgânicos e espontâneos.
Pensei num disco com bastantes contrastes, desde momentos muito intensos (como em “Fiasco”, de Paul Motian, ou no meu “3 Estados”) até momentos tranquilos e com bastante espaço (a versão de Swallow, as improvisações “Spacy Atmosphere” e “Spicy Atmosphere”). Pode ser consequência de ouvir e gostar de tanta música diferente (todo o jazz, rock, música clássica, tradicional, etc).”
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Novidades da Cam Jazz
Será, de certa forma, um disco ansiado pelos amantes de Scarlatti. E, por cá, já se sabe, o mestre de cravo de Dona Maria Bárbara de Bragança tem seguidores mais fervorosos. Pieranunzi, pianista de jazz e de música clássica, faz aquilo que o compositor pedia no prefácio dos seus "Essercizi": "Leitor (...) não procures nestas composições uma intenção profunda, mas sim uma forma engenhosa de brincar com a arte (...) mostra-te mais humano que crítico". Mas, resistindo à tentação de jazzificar as sonatas, improvisa utilizando apenas os elementos que as constituem. Numa negação do ego - oposta por exemplo há de Uri Caine - não procura uma síntese entre mundos mas apenas iluminar mais o de Scarlatti.
A Jazzman percebeu: "La liberté est au fondement même de chaque pièce, recelant une ou plusieurs atmosphères particulières traduites par un geste, une couleur ou une qualité d’émotion propres. Cette même liberté régit le lien entre les sonates et les improvisations. Fréquemment, la composition est d’abord interprétée avant de faire l’objet d’un éloignement progressif (jeux rythmiques, décalages, variations harmoniques…) suivi d’un retour au texte. Ailleurs, Pieranunzi nous conduit habilement jusqu’au XXe siècle en prenant prétexte d’une petite cellule descendante en notes répétées pour faire allusion à Bartók et Prokofiev. Certaines sonates sont interprétées telles qu’en elles-mêmes, sans le moindre commentaire ou la moindre introduction improvisée. On admirera le respect absolu de l’intégrité des textes originaux, que Pieranunzi traite en pianiste gouldien plutôt qu’en claveciniste, généreux sur les contrastes dynamiques et la mise en valeur des appuis rythmiques (K492). On admire tout autant – mais on la connaissait déjà – sa maîtrise d’une exploration spontanée, aussi expressive que rigoureuse".
Não servirá para o habitual elogio - não nos interessa a tendência dominante nos media de concentrar atenções quase exclusivamente nos muito novos ou nos muito velhos - mas não se compreenderão estes "On Green Dolphin Street", "Lover Man", "'Round Midnight" ou "Corcovado" ignorando os 81 anos de Solal. Porque a sua rara clarividência harmónica vem do trabalho com o tempo. E não será por outro motivo que o NY Times então tratou a sessão no Village Vanguard como um dos "jazz events of the year".
Trio de câmara próximo daquilo que há uns meses Alexander von Schlippenbach, Daniel D'Agaro e Tristan Honsinger produziram em “Friulian Sketches” (na Psi), mas neste particular - e quem esteve no último Jazz em Agosto relembrará essa tendência da actuação de Courvoisier e Courtois - com inclinações mais românticas. Eskelin, abençoado, está naquele ponto de domínio formal e harmónico do sublime "Vanishing Point" (também aí com cordas, na hatOLOGY) e, neste contexto, funciona como um suave braseiro.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
João Coração na Fnac Colombo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Nino e Ennio
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Blossom Dearie
Morreu Blossom Dearie.E para que nada se perca, uma das suas bandas está no nosso catálogo logo colada ao seu nome. Ou seja, após Blossom Dearie "Adorable" (gravações de 1956 com Herb Ellis, Ray Brown e Joe Jones, e em sublime piano solo) surge Blue Stars of France "Lullaby of Birdland" (o seu grupo vocal antes dos Double Six e dos Swingle Singers). É procurar nas Fnacs.
Os Quais no EXPRESSO
A crítica de João Lisboa saiu no Expresso e pode ser conferida no seu blog.
Só se repete a confusão pronominal. Os Quais não são a tradução dos The Who. Qual é which, who é quem.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Visage no EXPRESSO
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
John Martyn
John Ruocco no ÍPSILON
"Giles, Giles & Fripp" no ÍPSILON
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Os Quais na Time Out
Os Quais no Sound + Vision
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Os Quais no Correio da Manhã
Luís Figueiredo Silva entrevistou Jacinto Lucas Pires. Falou-se de prazer:
CM: E a experiência de palco? Como te sentes no papel de cantor rock?
JLP: Surpreendi-me com prazer a cantar em público nas duas vezes que fizemos concertos, na Guarda e no Porto. É um prazer estar com as pessoas, poder expressar as palavras. Com a literatura escreve-se e depois passado um ano é que sai o livro. Não podemos andar a espreitar atrás dos leitores para saber se eles gostam. No palco é logo ali, imediato.
Podem ler o resto no Correio da Manhã.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Os Quais no Disco Digital
Os Quais levitam
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Os Quais "Meio Disco" (Primeiras Impressões)
Nuno Ávila, no Santos da Casa, Rui Dinis, n'A Trompa, e Gonçalo Palma no Cotonete adivinham o calor que aí vem.
Diz o primeiro: Começo por esclarecer: “Meio Disco” é uma das rodelas de lazer que mais gozo me tem dado escutar nos últimos dias. É um registo que se cola tão fácil ao nosso corpo e nos aconchega nestes dias mais frios. Outro esclarecimento: “Um Bife no Chiado” é uma das mais espantosas canções que a música portuguesa conheceu nos últimos anos. Feitos estes esclarecimentos, já não me podem levar a mal, tudo aquilo que eu por aqui escrever. Foi amor à primeira vista. Ou melhor, ao primeiro ouvido".
E o segundo: "Meio Disco tem a qualidade de um disco inteiro; a qualidade de uma fresca pop capaz de nos animar durante todo o ano".
E o terceiro: "Meio Disco é, na verdade, uma boa declaração de boas-vindas ao ano musical nacional. Destes aventureirismos, estamos necessitados".
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
El Cigala na Time Out
Bill Carrothers na Time Out
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Os Quais "Meio Disco" Ao Vivo
16 Jan 23:00 Maus Hábitos, Porto17 Jan 22:00 Teatro Municipal da Guarda
01 Fev 18:30 Fnac Colombo
08 Fev 16:00 Fnac Almada
Entre o angular blues bossado pela recta Rua Áurea e a negra batucada banhada na alva Lisboa-ilha-do-Atlântico-menor traça-se um destino. Os Quais são o som da TRAVESSIA. As suas letras dão vida a uma geografia esbatida pela rotina ou rotineira pela mesma batida (que tem hoje o som de batida nenhuma) e tornam tudo mais como se vê mesmo, mais quente, com mais cores-nomes. Em arte essas coisas normalmente pagam-se caro. E isso é muito natural. Cantam-se Mercês, Calçada do Combro, Chiado ou um Mar que não é de Caymmi. O Haiti não é aqui, nem o Leblon, nem Abbey Road. Pegam na terra-centro-do-mundo com a leveza que só a vida pelas colinas da cidade permite. Com aquele amor de grupo pop que tudo mastiga porque em tudo ouve-lê-cheira-vê-toca música. Leiam postado mais aí abaixo: há quase vinte anos. Mas o som do Agora tem andado sempre com umas décadas de atraso. Vivam! Por isso ouçam-nos e falem-lhes. Às vezes o espaço que se inventa tem que ser mesmo para ocupar. O Meio Disco está a chegar às lojas, a meio preço.
Boredoms no Bodyspace
Bruno Silva, excelso, escreve: "Contando com o precioso contributo de um coro de vinte e quatro vozes, Super Roots 9 deixa-se imbuir no espírito angelical da quadra que o presidiu e de encontro ao ataque mimético dos três bateristas e variada parafernália electrónica de Eye, anuncia de modo triunfal a chegada do Senhor em voos rasantes em torno da Terra para nunca se deixar cair cansado até ao seu inevitável final". Mais aqui.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Os Quais "Meio Disco"
Os Quais são Jacinto Lucas Pires e Tomás Cunha Ferreira. Jacinto é escritor, com vários livros publicados pela editora Cotovia. Tomás é pintor e professor, com várias exposições desde 2000. Os dois conheceram-se em Tóquio, num colégio dos Jesuítas – ou terá sido em Faro, a fazer teatro? Bem, é uma longa história. A verdade é que fazem música há vinte anos, quase, sob diferentes disfarces. Gostam de Beatles, Caetano, Variações, Prince, Piazzolla, Donato. Têm duas ou três certezas: não são nem um “dueto”, nem um “colectivo”, e muito menos um “projecto”. Talvez uma “dupla”, como se diz dos detectives. Senhoras e senhores, os Quais! Apresentam “Meio Disco”, seis canções que rockam-popam-dançam em cima do tempo, sem medos. Um cd-zinho de altas e baixas referências mas também distraído quanto baste. Um Meio Disco que vai inteiro para cada um e cada qual. Começam assim, aqui, Os Quais, pergunta sem ponto de interrogação. 


























